No intervalo do Super Bowl 2026, o cantor porto-riquenho Bad Bunny fez história ao transformar o palco do evento mais assistido do mundo em um manifesto da cultura latina. Com a frase "Together we are America" e referências aos campos de cana-de-açúcar e à salsa, tão típicos de Porto Rico, ele reforçou que a identidade latina é potente, diversa e global. Para quem se sentiu inspirado pelo "Conejo Malo", o Sebo Capricho preparou uma lista de livros essenciais para mergulhar na latinidade através da literatura. Bad Bunny (Benito Antonio Martínez Ocasio) subiu ao palco do Super Bowl LX e entregou um espetáculo que se tornou assunto global. Isso porque sua apresentação no intervalo do jogo mais aguardado dos Estados Unidos foi uma celebração da cultura latina, com símbolos, cenários e uma mensagem que extrapola a música pop. Desde a abertura em meio a plantação de cana-de-açúcar, até cenas cotidianas como barracas de comida de rua, jogos de dominó e outros elementos típicos da cultura latina, o show trouxe representação a comunidades diversas, que raramente dominam palcos gigantescos como a competição de futebol americano mais disputada do mundo. A performance de Bad Bunny não surgiu do nada. Ela mostra uma tradição de resistência e ressignificação do que é ser latino. Esse mesmo sentimento também aparece na literatura latino-americana, especialmente no realismo mágico, em contos que capturam a memória coletiva de povos historicamente marginalizados. Autores como Gabriel García Márquez e Isabel Allende utilizam elementos fantásticos e cotidianos para celebrar histórias que representam a cultura latina. Histórias que mostram a nossa verdadeira cultura, assim como Bad Bunny mostrou no palco mais assistido do mundo. Ao contar as histórias latino-americanas, a literatura torna-se instrumento de resistência. 7 livros para exaltar a América Latina Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez) Representa a história latino-americana como um ciclo de repetições, marcada por colonização, isolamento e conflitos. Macondo simboliza muitos países da região. A Casa dos Espíritos (Isabel Allende) Reflete a história política do Chile e da América Latina, com golpes, desigualdade social e repressão, vista a partir da vida de uma família. O Livro dos Abraços (Eduardo Galeano) Valoriza a memória, a oralidade e as experiências do povo latino-americano, dando voz aos esquecidos pela história oficial. Mostra as marcas do abandono rural e do poder dos coronéis no México, além da relação da cultura latino-americana com a morte e a memória. Ficções (Jorge Luis Borges) Dialoga com a tradição intelectual latino-americana, questionando verdades absolutas e mostrando a influência da cultura europeia reinterpretada a partir do Sul global. A Hora da Estrela (Clarice Lispector) Expõe a desigualdade social no Brasil e a migração interna, revelando a invisibilidade de milhões de pessoas na América Latina. Torto Arado (Itamar Vieira Junior) Retrata heranças da escravidão, do racismo e da concentração de terras no Brasil, temas centrais da formação histórica latino-americana.Entenda o hype de Bad Bunny no Super Bowl
Literatura como ferramenta de resistência e identidade